Senão reparem: já ninguém enuncia ou enumera, toda a gente elenca; já ninguém dá uma opinião ou uma pista, toda a gente dá dicas; Já ninguém melhora o desenvolvimento ou facilita, todos agilizam, mesmo que exista o verbo “agilitar”, bem português de Portugal desde há muitos séculos. E os exemplos poderiam continuar ad eternum, numa demonstração clara de que a nefasta influência brasileira continua muito mais forte que a vontade de falar e escrever correctamente ou o esforço de todos aqueles que não gostariam de ser colonizados, nem sequer através da língua.
O caso é tão grave, a cedência a estranhos interesses, que se não são apenas económicos pelo menos parecem-no, é tão chocante e afrontosa que os pretéritos e os presentes se acabarão por confundir, numa miscelânea de difícil entendimento em que guardar recato em discurso directo deixa de ter um sentido temporal, assim como qualquer outra acção (comparem com o que querem que passe a ser: ação!!!) que requeira um acento para se saber se o que aconteceu é presente ou se se situa algures em tempos anteriores.
E é precisamente assim que estamos, na dicotomia entre o agora e o antes, na (in)decisão de sermos e/ou estarmos presos na grave inconsciência de que isto não nos vai afectar (ou afetar?), mas que, acreditem ou não, provocará pelo menos uma clivagem geracional, entre aqueles que aprenderam a escrever português e aqueles que vão agora aprender um novo português…
Não me conformo e lutarei até ao limite das minhas capacidades para que isto não se confirme em definitivo. Assim, e por agora, vou para o Sol…

Vamos ver os próximos capítulos...
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