Numa nota publicada na manhã desta quinta no Facebook, Francisco Louçã chama a atenção para dois detalhes "que pouca gente conhece" acerca da crise política em torno da lei das finanças regionais:
"1) O PS votou na Madeira, ao lado do PSD, CDS e PCP (só o Bloco não a aprovou), a lei que agora considera que é inaceitável e que poderia provocar a demissão do governo. A lei era mesmo inaceitável (com o voto do PS), porque levava a disparar a despesa e o défice, beneficiando o incumpridor (por exemplo, se o défice era ilegal, a dívida seria transferida para o país inteiro no mesmo montante da ilegalidade... Alberto João Jardim ganharia duas vezes). O Bloco conseguiu impedir esse disparate, retirar mais de 150 milhões desse despesismo, impor regras e conseguir transparência.
2) O Governo, que agora contesta esta lei (que o PS aprovou na Madeira), deu 79 milhões de euros ao governo regional da Madeira em aumento de dívida, em Dezembro deste ano. Foi Sócrates quem decidiu essa benesse, contra o parecer do ministro Teixeira dos Santos, que terá mesmo pedido a demissão. O governo que deu 79 milhões de euros debaixo da mesa não está disposto a impor uma lei de controlo das contas e da dívida."
E Louçã conclui: "Assim se percebe como esta crise é artificial."
Recorde-se que na sexta 29 de Janeiro, durante o debate com o primeiro-ministro, o coordenador do Bloco de Esquerda apontou "a trapalhada da Madeira" feita no Orçamento Rectificativo aprovado em Dezembro. "À última hora introduziu no rectificativo 79 milhões de euros, e agora permitiu ao governo de Alberto João Jardim avales de 1174 milhões de euros, três vezes mais que o limite de endividamento da região", sublinhou.
Na resposta, José Sócrates não fez qualquer referência à Madeira.

Estivemos sempre do lado certo.
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