quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Combate à corrupção, assim???

Francisco Louçã considerou hoje que a proposta do PS para o levantamento parcial do sigilo fiscal é “uma ideia peregrina” e uma “coscuvilhice fiscal”, defendendo que o fim do segredo bancário é a única forma de combater a corrupção.

“Ainda não lemos a proposta, mas o que é divulgado pela comunicação social é uma ideia peregrina, a ideia de que todos os montantes da declaração de IRS seriam declarados publicamente, isto vem da parte de um partido que quer impedir a administração fiscal de fazer uma verificação pelas contas bancárias do dinheiro que as pessoas têm, do dinheiro legal, e do combate ao dinheiro ilegal, que é o da corrupção”, afirmou.

O líder bloquista assinalou que os socialistas recusaram “a proposta do BE e de muita gente do próprio PS, no sentido de fazer a verificação das contas”.

“É a única forma de combater a corrupção”, vincou.

“Dizem-nos agora que há uma nova forma que é o vizinho olhar para a conta do outro vizinho para poder talvez descobrir alguma coisa que nunca será descoberta”, ironizou Francisco Louçã. O coordenador do BE disse “não aceitar” no combate à corrupção “medidas a fingir e de coscuvilhice fiscal”.

“Queremos transparência e queremos responsabilidade e é por isso que a única forma é sempre a proposta que o BE fez, que é a que resultou em todos os outros países da Europa excepto em Portugal”, reforçou.



Será que ninguém explicou a estas mentes socialistas iluminadas que a corrupção não se declara no IRS???!!!

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Palavras para quê...





Mau tempo no canal...

5-2!!!

A chama está de novo acesa. Vai Dragão!



A melhor exibição do FCPorto esta temporada. O desafio agora é suplantá-la.

ESPANTOSO (ou nem tanto)!!!

Guilherme Silva acabou de admitir na SIC Notícias que o PIB da Madeira está empolado devido ao Centro Internacional de Negócios. Quer que o Sócrates tenha isso em consideração na questão da Lei das Finaças das Regiões Autónomas!!!

E andam os PSD de cá a dizer que é mentira que tenhamos perdido dinheiro da União Europeia devido ao empolamento do PIB em virtude da Zona Franca...



Bem verdade é que mais depressa se apanha um mentiroso do que um coxo!

O Mário pôs-se crespo

O Governo não comenta calhandrices...



Está bonito, está...

Mensagem subliminar do BES para os 'lampiões'

"(...) Quem vê a luz é que sabe. (...)".



Sim. Eu sei que há limitações intelectuais e mais não sei o quê, mas para mensagens subliminares não precisavam de ser tão directos...

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

(Des)acordo ortográfico

Parece inevitável. Mesmo com o repúdio da maioria da população portuguesa, o famigerado Acordo Ortográfico (AO) vai mesmo avançar. A Lusa passou a aplicá-lo desde hoje, 1 de Fevereiro; o Expresso já assumiu que vai fazer o mesmo, bem como outro diário de que não me lembro agora o título. Com o tempo, mesmo aqueles mais renitentes acabarão por ceder à ditadura da maioria, uma vez que os fracos conhecimentos da língua-mãe da maioria dos jornalistas e a sua “dependência” - muitas vezes por incompetência, facilitismo e desleixo - da agência de notícias fará com que todas as defesas sejam rapidamente derrubadas e que a asneira se espalhe célere, como fogo em mato seco, e como tem acontecido até agora, mesmo antes deste execrável AO.
Senão reparem: já ninguém enuncia ou enumera, toda a gente elenca; já ninguém dá uma opinião ou uma pista, toda a gente dá dicas; Já ninguém melhora o desenvolvimento ou facilita, todos agilizam, mesmo que exista o verbo “agilitar”, bem português de Portugal desde há muitos séculos. E os exemplos poderiam continuar ad eternum, numa demonstração clara de que a nefasta influência brasileira continua muito mais forte que a vontade de falar e escrever correctamente ou o esforço de todos aqueles que não gostariam de ser colonizados, nem sequer através da língua.
O caso é tão grave, a cedência a estranhos interesses, que se não são apenas económicos pelo menos parecem-no, é tão chocante e afrontosa que os pretéritos e os presentes se acabarão por confundir, numa miscelânea de difícil entendimento em que guardar recato em discurso directo deixa de ter um sentido temporal, assim como qualquer outra acção (comparem com o que querem que passe a ser: ação!!!) que requeira um acento para se saber se o que aconteceu é presente ou se se situa algures em tempos anteriores.
E é precisamente assim que estamos, na dicotomia entre o agora e o antes, na (in)decisão de sermos e/ou estarmos presos na grave inconsciência de que isto não nos vai afectar (ou afetar?), mas que, acreditem ou não, provocará pelo menos uma clivagem geracional, entre aqueles que aprenderam a escrever português e aqueles que vão agora aprender um novo português…
Não me conformo e lutarei até ao limite das minhas capacidades para que isto não se confirme em definitivo. Assim, e por agora, vou para o Sol



Vamos ver os próximos capítulos...