terça-feira, 7 de julho de 2009

A palhaçada continua!

A maioria antidemocrática do PSD-Madeira na ALM impediu o uso da palavra para defesa da honra do deputado do Bloco de Esquerda.

Não basta o presidente da mesa em funções não saber nada de nada - o que é normal, uma vez que só aparece para assinar o livro de ponto -, os secretários também desconhecem que se tenha passado algo de anormal (mesmo depois de os factos terem passado na televisão)...

Viva a democracia na Madeira...

domingo, 5 de julho de 2009

Para animar.

Eram dois pescadores gémeos.
Um casado e o outro solteiro.
O solteiro tinha uma lancha de pesca já velha.
Um dia, a mulher do casado morre. E, como desgraça nunca vem só, a lancha do irmão solteiro afunda-se no mesmo dia.
Uma senhora, dessas velhotas curiosas e fofoqueiras, soube da morte da mulher e resolve dar os pêsames ao viúvo, mas confunde os irmãos e acaba por se dirigir ao irmão que perdeu a lancha.
- Eu só soube agora. Que perda enorme. Deve ser terrível para si.
O solteiro, sem entender bem, explicou:
- Pois é. Eu estou arrasado. Mas é preciso ser forte e enfrentar a realidade. De qualquer modo, ela já estava muito velha. Tinha o traseiro arrebentado, fedia a peixe e vazava água como nunca vi. É verdade que ela tinha uma grande racha na frente e um buraco atrás que, cada vez que eu usava, ficava maior. Mas eu acho que o que ela não aguentou foi que eu a emprestava a quatro amigos que se divertiam com ela. Eu sempre lhes disse para eles irem com calma, mas desta vez foram os quatro juntos e isso foi demais para ela...
A velhinha fofoqueira desmaiou!

"Magistrados de cinco países exigem fim de medidas penais sobre a droga
3 Julho, 2009 - 17:22

Na sexta-feira, magistrados de vários países assinaram no Porto um documento que reúne preocupações sobre a legislação existente em torno da droga. Magistrados de cinco países assinaram, sexta-feira, no Porto, uma declaração que reúne preocupações sobre a legislação sobre a droga e sugere uma mudança de paradigma que privilegie uma política de redução dos riscos em vez das medidas penais.

Em declarações à Lusa, o subscritor do documentos, Eduardo Maia Costa, revelou que os juízes consideram que a legislação da droga contraria os princípios fundamentais dos direitos humanos e constitucionais de todos os países em questão.

Os magistrados pretendem, com esta medida, dar um alerta para a necessidade de haver uma alteração de paradigma, defendendo que o problema da droga «não é uma guerra» mas antes, um problema social, que não tem que ser resolvido por via penal."

Na Região, a ordem de Alberto João Jardim é prender todos os toxicodependentes...



Isto não será toxicodependência?

O contador pifou...

Não há contagem para ninguém. A página de onde veio está indisponível...

Paciência. Amanhã resolve-se.

Como diz que disse???

Ouvido na TVI:

O cantor Michael Jackson ainda respirava quando foi encontrado em paragem cárdio-respiratória...



Pois...

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Uma questão de madeiras...

Depois de insinuar que alguns deputados poderiam ser 'mais pesados' na cabeça que o normal para os seres humanos, o ministro da Economia demitiu-se...



Ou seja, o Pinho foi para o carvalho...

(Eu sei que é um bocadinho soez, mas ele merece...)

Conferência de imprensa - Dia da Região

Minhas senhoras e meus senhores,

comemoram-se hoje, oficialmente, os 590 anos da descoberta – ou do ‘achamento’, segundo alguns – da ilha da Madeira.
Para isso, não faltam efemérides em vários locais, com o pretenso desejo de envolver todos os madeirenses nestas comemorações.
Infelizmente, a época não está para festas; a pobreza e a miséria, causadas pela crise e pelo desemprego, que os governantes desta terra se recusam a ver e até se atrevem a desmentir, preocupam mais o Bloco de Esquerda-Madeira que a data histórica, que não passa disso mesmo, e a Autonomia, essa sim conquistada por todos os madeirenses e porto-santenses, e não apenas por alguns, como querem fazer crer aqueles que têm o poder que o povo lhes deu e que insistem em dividir a população da Região Autónoma da Madeira em cidadãos de 1.ª e de 2.ª.
Com esta conferência de imprensa, o Bloco de Esquerda presta uma singela homenagem a todas as mulheres e a todos os homens que ao longo destes quase seis séculos fizeram da Região aquilo que ela é hoje, e essas pessoas são todas as que sofreram e sofrem para a construção de uma sociedade melhor, que muitas vezes não soube nem sabe recompensar devidamente os que se sacrificaram e sacrificam por ela.
A elegia da Autonomia deveria ser feita, no nosso entender, num cenário de defesa dos trabalhadores – desempregados, com empregos instáveis, com salários de miséria – e de auxílio aos mais necessitados, que proliferam cada vez mais numa Região que alguns continuam a apelidar de rica, mas que teima em apresentar os piores indicadores de pobreza, fome, miséria, exclusão social, do país e da Europa dos 27, a União Europeia.
É contra a hipocrisia dos festejos que o Bloco de Esquerda se manifesta e onde recusa colaborar. Se a Democracia está doente no país, na Região está gravemente enferma, com os sucessivos ataques aos direitos da oposição lançados pelo Governo Regional, que não respeita nada nem ninguém para atingir os seus intentos de mandar em tudo e em todos.
Não pactuamos com comemorações onde sempre os mesmos fazem a festa, lançam os foguetes, apanham as canas e batem as palmas, enquanto esperam que à sua volta a subserviência silenciosa lhes apare os golpes.
Dizemos não ao envio de secretários regionais à África do Sul, à Venezuela e ao Canadá, numa ostentação de falso riquismo, que deveria envergonhar – e certamente envergonha – muitas das pessoas boas desta Região, que se preocupam com quem passa necessidades, com quem lança um silencioso pedido de ajuda, com todos os que se vêem obrigados a empenhar os seus bens, até os mais humildes, para terem mais uma refeição na mesa, nem que seja a única do dia, para conseguirem comprar aquele medicamento de que mais precisam, que para todos não há dinheiro que chegue, para aliviarem a fome que as crianças levam para escola, e que será delas quando as aulas acabarem?…
É contra este estado de coisas que o Bloco de Esquerda está, e é contra estas incongruências que continuará a lutar na Assembleia Legislativa da Madeira, na Assembleia da República, nas autarquias, na rua junto da população, em todos os lugares onde a nossa voz chegue e se faça ouvir, com todos os poderes que nos forem dados pelos eleitores, pois é deles a capacidade de iniciar a mudança e a perspectiva da criação de um futuro melhor, assim saibam assumir as suas responsabilidades e manifestar o seu descontentamento na altura devida: nas eleições que se avizinham.
As dificuldades que se prevêem para os próximos tempos não são uma fatalidade a que não podemos fugir. É possível mudar. Do mesmo modo que a Autonomia não é propriedade de alguns, o poder dos mesmos, que já se viu não conseguirem resolver as situações complicadas com que se deparam, não tem de ser eterno.
Assim os madeirenses e os porto-santenses o desejem, assim o exijam, assim se libertem das amarras com que estão condicionados e que lhes tolhem a vontade, preferindo deixar de participar democraticamente nas escolhas que devem e têm de ser feitas, delegando em apenas alguns a construção do futuro de todos nós.
Nenhum cidadão se deve alhear da decisão sobre o que quer para o seu futuro. Não participar é abdicar dos seus direitos. Se, durante quase meio século, homens e mulheres lutaram e sofreram as consequências do seu combate pela reposição do mais elementar direito de cidadania, que é o voto, não é justo para eles que quem vive em liberdade ignore essa batalha pela qual muitos perderam a vida e tantos outros sofreram a ignomínia de terem de abandonar o seu país.
Não exijam da Democracia aquilo que alguns Homens não querem dar!

Funchal, 1 de Julho de 2009



Autonomia, liberdade e democracia!